(o vídeo do Youtube é bobo, mas a música é boa…)
“Pois meu maior defeito é insistir
Que ele é perfeito,
Que é pura crueldade pedir pra ele mudar
Nem luz, nem espelho,
Nem olhos pra enxergar
Acho que sou alguém
Que nunca vai mudar…”
Que ele é perfeito,
Que é pura crueldade pedir pra ele mudar
Nem luz, nem espelho,
Nem olhos pra enxergar
Acho que sou alguém
Que nunca vai mudar…”
É extremamente difícil, pra maior parte das pessoas, admitir que tem algum problema, qualquer um. Dos mais simples, aos mais extremos. Geralmente, toda a ação ruim é consequência de alguma outra ação, de terceiros, obviamente, que ocasionou qualquer tipo de exacerbação. A grosseria, a ignorância, o fato de ter perdido a cabeça numa situação simples é completamente justificável, sempre, sem qualquer parcela de culpa própria. Os desequilibrados são sempre os outros, os sem razão, sempre os outros. Muitas pessoas admitiem que exageraram, mas nunca dizem que também tiveram aquela culpa no cartório, que a traição ou a briga homérica também foi consequência de algum erro próprio, anterior a todo o caos que se sucedeu.
Gostamos der pensar que somos imutáveis. Gostamos de ter sempre a razão sobre coisas que até sabemos, lá no fundo, que estamos fazendo de um jeito completamente torto, mas é o NOSSO jeito. Não importa quantos sejam os argumentos, as lágrimas, as justificativas, estamos lá, impassíveis. Para que afinal assumirmos uma culpa que nem sequer foi nossa? Ou melhor, que foi nossa, mas que só aconteceu porque o erro maior foi DO OUTRO?
Num relacionamento, NADA, em absoluto, acontece por acaso. Duvido que existam mulheres que não saibam que são traídas, por exemplo, ou homens que não saibam que estão magoando uma mulher. Duvido que alguém de fato desconheça algo que aconteça bem debaixo do próprio nariz. É que geralmente é muito mais fácil agir assim que pensar que também temos nossas parcelas de culpa, como já diria o Pequeno Príncipe, “somos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos.” Quando uma briga acontece prefiro pensar que ninguém está completamente certo ou errado, porque, de fato, não está.
Quem busca razão em todas as situações acaba magoando o outro por ser cego; parece que nada, nem o amor, supera à logica. É o egoísmo agindo no lugar de outros sentimentos mais nobres que deveriam existir.
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