Lembrei de uma coisa que eu sempre acreditei ser a mais importante nos relacionamentos: a admiração. Para um namoro, um casamento, um noivado ou qualquer relação que seja funcionar corretamente, deve haver um encantamento mútuo de um pelo outro. Mútuo e consciente. Não adianta você achar mil coisas sobre quem está ali ao seu lado, todos os dias, e não demonstrar. São nos pequenos gestos que estão as grandes coisas. E nenhum amor dura sem carinho, sem atenção, sem um desejar o outro por aquilo que ele é – e não por aquilo que ele gostaria que seja. Nada é pior para um relacionamento que ser repreendido a cada 30 segundos; o fato de você se sentir inadequada para alguém. A fórmula para os romances eternos, além do amor, é claro, é esse lance de querer que a pessoa seja feliz independente da sua própria felicidade. Se ela gosta de pagode, que seja. Por ela você iria até na lua, porque olhar para essa pessoa feliz te faz feliz. Tento explicar isso para quase todas as pessoas que reclamam do seu namoro, tento explicar isso no meu próprio namoro, mas é complicado. A admiração é algo que vem inerente ao tipo de amor que se vive, porque apesar de tudo, o amor, tem sim, suas caras.
Acho que o amor maduro tem esse jeito de eternidade, mesmo que não seja. Essa cara de tranquilidade, mesmo que apavore. Esse sabor de novidade, mesmo que seja velho. E assim se levam, dias e dias, se reapaixonando pelo outro cada vez mais, simplesmente por ele ser exatamente aquilo que é. Não adianta proibir, não adianta reclamar, não adianta discutir; tem que ouvir. Perceber. Se perceber. Se completar. Não por ser incompleto, mas porque quer ser muito mais e melhor daquilo que é para o outro. Tudo que se torna obrigação, é ruim. Rotina, é ruim. Relacionar-se é a parte mais complicada (e também mais essencial) das nossas vidas. E às vezes amar cansa. Porque o outro não sabe sentir.
E se perde por não querer se encontrar.

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